quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O corpo do em si




O corpo do em si

Vibra, torce e desafia
Morde-se, cerca-se e cede
Agoniza, vive-se do que procede
Num misto de fervor e agonia

Cala-se gritando consigo
Derruba-se erguendo-se do desatino
Cresce e envelhece como um menino
Flácido e firme como um amigo

Desespera com a certeza confiante
Ama-se como o maior amante
Na presteza do calor da frieza

Adormece com o tremor do corpo
Que vive e luta como um morto
Onde expressa toda sua tristeza.

23-07-2007
Jardson Fragoso

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