O corpo do em si
Vibra, torce e desafia
Morde-se, cerca-se e cede
Agoniza, vive-se do que procede
Num misto de fervor e agonia
Cala-se gritando consigo
Derruba-se erguendo-se do desatino
Cresce e envelhece como um menino
Flácido e firme como um amigo
Desespera com a certeza confiante
Ama-se como o maior amante
Na presteza do calor da frieza
Adormece com o tremor do corpo
Que vive e luta como um morto
Onde expressa toda sua tristeza.
23-07-2007
Jardson Fragoso

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